Após operação militar na Venezuela, Trump ameaça atacar a Colômbia

IN FLIGHT – JANUARY 04: U.S. President Donald Trump, Commerce Secretary Howard Lutnick (L) and U.S. Sen. Lindsey Graham (R-SC) (C) speak to the media aboard Air Force One enroute to Washington, DC on January 04, 2026. Trump is returning to the White House after giving the order for the United States law enforcement to capture Venezuelan President Nicolás Maduro and his wife. (Photo by Joe Raedle/Getty Images)

Menos de 48 horas após o ataque militar contra a Venezuela, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que a Colômbia pode ser o próximo alvo de uma operação norte-americana.

Em entrevista a bordo do avião presidencial Air Force One, na noite desse domingo (4/1), o presidente dos EUA disse que a Colômbia está “muito doente” e comentou sobre possibilidades de operações militares no México e em Cuba.

“A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente que gosta de produzir cocaína e vendê-la para os Estados Unidos, e ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, disse Trump.

Após isso, jornalistas questionaram o republicano se a resposta significava que uma operação militar poderia ser realizada contra a Colômbia. Trump respondeu: “Para mim, parece ótimo”.

O presidente colombiano, Gustavo Petro, é um dos principais alvos de Trump no continente. O republicano já chegou a afirmar que o líder da Colômbia é um “traficante produtor de cocaína” e que deveria ser preso.

Questionado sobre o México, Trump disse que o país vizinho, comandado pela presidente Claudia Sheinbaum, “precisa se organizar”.

“O México precisa se organizar, porque eles estão inundando o México com drogas, e nós teremos que fazer alguma coisa”, disse. Trump afirmou que já ofereceu “repetidamente” a ajuda de tropas norte-americanas para atuar no México, mas que Sheinbaum “está um pouco receosa”.

Sobre Cuba, Trump disse que os Estados Unidos não precisarão tomar uma ação sobre a ilha comunista. “Acho que simplesmente vai desabar. Não acho que precisemos fazer nada”, disse.

 

Ameaça de novos ataques contra  Venezuela

Na madrugada do último sábado (3/1), militares dos Estados Unidos realizaram um ataque contra Caracas, que resultou na captura do então presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da esposa dele, Cilia Flores. Os dois foram levados para Nova York, onde estão presos e aguardam julgamento por crimes como narcoterrorismo.

Nesta segunda-feira (5/1), Maduro será apresentado oficialmente a um juiz federal em Nova York.

Em meio às incertezas sobre o futuro da Venezuela, Donald Trump ameaçou, nesse domingo, a atual comandante do país, Delcy Rodríguez, e afirmou que a vice de Nicolás Maduro poderá pagar um “preço alto” se não colaborar com os planos dos Estados Unidos.

“Se ela não fizer o que é certo, pagará um preço muito alto, provavelmente maior do que Maduro”, declarou o presidente dos EUA entrevista ao jornal The Atlantic.

No sábado (3/1), Trump sinalizou que as forças dos EUA, estacionadas na América Latina e Caribe, estão prontas para uma possível segunda onda de ataques contra a Venezuela, “caso seja necessário”.

Os planos dos Estados Unidos para o país ainda não estão claros. Trump, no entanto, já afirmou que Washington pretende governar a Venezuela durante um período de transição e intervir diretamente no setor petrolífero.

 

Ação militar na Venezuela

Segundo o presidente dos Estados Unidos a operação militar teve como alvo a estrutura do regime chavista e resultou na captura de Nicolás Maduro. Ele classificou a ação como uma “operação brilhante” e afirmou que a capacidade militar da Venezuela foi neutralizada.

De acordo apuração do jornal norte-americano The New York Times, o número de mortos durante os ataques à Venezuela dobrou em 24h e chegou a 80. A contagem anterior, divulgada pelo próprio veículo, apontava 40 vítimas entre militares e civis após os bombardeios.

O dado atualizado foi repassado por um alto funcionário venezuelano, sob condição de anonimato. A fonte afirmou, ainda, que o total de mortos pode aumentar nas próximas horas à medida que novas informações forem confirmadas.

Mais cedo, o ministro da Defesa da Venezuela, general Vladimir Padrino, afirmou que grande parte da equipe de segurança do presidente Nicolás Maduro foi morta nos ataques.

(Metrópoles)

Noticias